Saudoso da ditadura
E de sua repressão
Alckmin pôs a policia
Com armas, balas e cão
E ainda gás pimenta
E mais de um pelotão
Bem no interior da USP
E agrediu a educação.
Porém não foi surpresa
Esse feito temerário
Que encheu de brucutus
Um campus universitário
Coisa típica de tucano
Cujo infeliz ideário
Aposta na repressão
De estudante e operário.
Ao invés de investir
E melhorar sua estrutura
Incentivando projetos
De maior envergadura
Apostando no ensino
E nas coisas da cultura
Dentro da USP o tucano
Botou sua ferradura.
Sua polícia no campus
Aprontou um carnaval
Pautando sua rotina
Como se fosse normal
Revistar todo estudante
Dando nele uma geral
Como se suspeito fosse
Ou até fosse marginal.
Para que serve a polícia
E qual a sua serventia
Num campus universitário
Um local que deveria
Nem arma ser ostentada
E nenhuma anomalia
Que ali dentro da campus
Quebra sua autonomia.
E quando a universidade
Perde sua autonomia
De imediato também perde
O prazer e a alegria
De estudar e produzir
E colher com alegria
O bom fruto que sustenta
Sonhos de democracia.
Porém do lado de fora
Como já é costumeiro
A imprensa desinformou
E convenceu o brasileiro
Que o movimento na USP
“Coisa só de maconheiro”
Merecia da polícia
Um corretivo certeiro.
E a direita esclerosada
Deitou e rolou sobre o fato
E aplaudiu de norte a sul
A truculência e o maltrato
Coisas que na ditadura
Usando do mesmo aparato
General mandou fazer
Sem ter o mínimo recato.
Os fatos recentes da USP
Mostram com precisão
Que Alckmin o grão tucano
Aprendeu bem a lição
E imitando os generais
Mostrou a eles gratidão
Pelo ensinamento feito
Na arte da repressão.
Completando o seu feito
E com grosseira ironia
Prometeu aos estudantes
Ensinar democracia
Na base da tropa de choque
Com muita pancadaria
Jogando na lata de lixo
A idéia de autonomia.
Silvio Prado
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